segunda-feira, 29 de setembro de 2008

TRABALHO NO CARIBE

A principio o cruzeirista que está no Brasil e que deseja sair pelo mundo velejando enfrenta logo a realidade crua de que terá que abandonar o trabalho. Diante desta constatação a primeira coisa que vem a cabeça é que a sua história venderia revistas e iria atrair diversas cias em busca de patrocínio. TREMENDO ENGANO. A energia e tempo que se gasta através do patrocínio pode ser muito bem investida na busca de trabalho "além mar". A grande maioria dos velejadores que conhecemos aqui em torno de 99,9% esteve atrás de patrocínio na fase de soltar as amarras, apenas 0,01 conseguiram alguma coisa que valesse comentar. Não podemos citar Amyr Klink,
Beto Pandiani ou mesmo a família Schurmann. Os primeiros são expedicionários e os outros pioneiros. Se vc não está disposto a atravessar o Cabo Horn em um Hobbie Cat ou infelizmente não pode mais ser o primeiro a velejar pelos trópicos ao redor do mundo, estará fadado a não aparecer no "Fantástico".Aí vem a nossa experiência pessoal de 5 anos ganhando a vida pelo Caribe. O fato é que não falta trabalho para quem tem disposição. O primeiro fator que ajuda imensamente é o domínio da lingua inglesa apesar de não ser essencial. O segundo ponto é sem dúvida a sua habilidade em aprender as profissões vinculadas ao mar.
Não estamos nos referindo a sair do Brasil com o curso de mecâanica a diesel ou mestre em conserto de vela. Só o que vc precisa é de disposição.

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